1. A Disputa Internacional
A cidade do Rio de Janeiro é uma das fortes concorrentes a receber o Mundial de Corrida de Rua em 2028, um dos torneios mais prestigiados da World Athletics. A capital fluminense disputa a indicação diretamente com concorrentes de peso: Austrália, Bélgica, Canadá e Holanda.
O anúncio da sede vencedora será oficializado pela World Athletics em março de 2027, e a competição está prevista para o final de setembro de 2028.
Após a edição de 2026 em Copenhague (Dinamarca) e 2027 em Yangzhou (China), a América do Sul ganha força na rota da federação.
A rede de hotelaria, transporte e capacidade de grandes eventos consolidada desde a Rio-2016 sustenta a proposta brasileira.
2. A Força do Mercado Brasileiro
De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a paixão do público brasileiro e a expansão acelerada da modalidade são argumentos decisivos. O Brasil soma cerca de 15 milhões de corredores e projeta cerca de 13 mil provas oficiais em 2026.
Crescimento Expressivo do Esporte
Dados da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo) apontam que a realização de provas oficiais cresceu 85% em 2025. Esse volume confirma que o público brasileiro consome corrida em massa, tanto no asfalto quanto em provas de trilha.
3. Formato Inclusivo: Elite e Amadores Juntos
Diferente de competições restritas apenas a convidados de federações olímpicas, o Mundial de Corrida de Rua integra o pelotão profissional e os corredores amadores nas mesmas estruturas:
Velocidade pura no asfalto, aberta para disputas acirradas e iniciantes.
A distância mais popular do circuito de corrida de rua mundial.
A prova nobre de resistência pelo cenário icônico da orla da cidade.
4. O Legado Imaterial do Evento
A experiência recente de Brasília, ao sediar o Mundial de Marcha Atlética, reforçou a competência organizadora brasileira. Wlamir Motta, presidente da CBAt, enfatiza a relevância que vai além das medalhas:
"O principal legado é o impacto disso: as pessoas, as crianças que podem ver seus ídolos de perto, a visibilidade para os atletas e seus treinadores. O legado é imaterial, é o que fica como consequência disso. O crescimento do esporte, o aumento do número de fãs e praticantes fazem com que tenhamos um futuro muito promissor." — Wlamir Motta, presidente da CBAt
Fonte & Referência da Notícia
- Veículo Original: O Estado de S. Paulo (Estadão) — Editoria de Esportes.
- Matéria: "Rio aposta em boom da corrida de rua para receber Mundial em 2028: ‘Todos querem correr no Brasil’".
- Entrevistado: Wlamir Motta (Presidente da Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt).
- Dados de Mercado: Levantamento estatístico da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo).